sexta-feira, 19 de março de 2010
Esc. Narrativa- DLP
quinta-feira, 18 de março de 2010
Fernando Pessoa - poesia
em 30/04/2007 19:40:00 (1532 leituras)
Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
Alberto Caeiro - O Guardador de rebanhos
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=98#ixzz0iXztrD32
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terça-feira, 16 de março de 2010
Formação de Tempos Compostos - Verbos
Com os verbos ter ou haver
Entre os tempos compostos da voz activa merecem realce particular aqueles que são constituídos de formas do verbo ter (ou, mais raramente, haver) com o particípio do verbo que se quer conjugar, porque é costume incluí-los nos próprios paradigmas de conjugação:
MODO INDICATIVO
1) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO. Formado do PRESENTE DO INDICATIVO do verbo ter com o
PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
tenho cantado
tens cantado
tem cantado
temos cantado
tendes cantado
têm cantado
Vender
tenho vendido
tens vendido
tem vendido
temos vendido
tendes vendido
têm vendido
Partir
tenho partido
tens partido
tem partido
temos partido
tendes partido
têm partido
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO. Formado do IMPERFEITO DO INDICATIVO do verbo ter. (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
tinha cantado
tinhas cantado
tinha cantado
tínhamos cantado
tínheis cantado
tinham cantado
vender
tinha vendido
tinhas vendido
tinha vendido
tínhamos vendido
tínheis vendido
tinham vendido
Partir
tinha partido
tinhas .partido
tinha partido
tínhamos partido
tínheis partido
tinham partido
3) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO. Formado do FUTURO DO PRESENTE SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
terei cantado
terás cantado
terá cantado
teremos cantado
tereis cantado
terão cantado
vender
terei vendido
terás vendido
terá vendido
teremos vendido
tereis vendido
terão vendido
Partir
terei partido
terás, partido
terá partido
teremos partido
tereis , partido
terão partido
4) FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO. Formado do FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
teria cantado
terias cantado
teria cantado
teríamos cantado
teríeis cantado
teriam cantado
Vender
teria vendido
terias vendido
teria vendido
teríamos vendido
teríeis vendido
teriam vendido
Partir
teria partido
terias partido
teria partido
teríamos partido
teríeis partido
teriam partido
MODO Conjuntivo
1) PRETÉRITO PERFEITO. Formado do PRESENTE DO SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
tenha cantado
tenhas cantado
tenha cantado
tenhamos cantado
tenhais cantado
tenham cantado
Vender
tenha vendido
tenhas vendido
tenha vendido
tenhamos vendido
tenhais vendido
tenham vendido
Partido
tenha partido
tenhas partido
tenha partido
tenhamos partido
tenhais partido
tenham partido
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO. Formado do IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
tivesse cantado
tivesses cantado
tivesse cantado
tivéssemos cantado
tivésseis cantado
tivessem cantado
Vender
tivesse vendido
tivesses vendido
tivesse vendido
tivéssemos vendido
tivésseis vendido
tivessem vendido
Partir
tivesse partido
tivesses partido
tivesse partido
tivéssemos partido
tivésseis partido
tivessem partido
3) FUTURO COMPOSTO. Formado do FUTURO SIMPLES DO SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
tiver cantado
tiveres cantado
tiver cantado
tivermos cantado
tiverdes cantado
tiverem cantado
Vender
tiver vendido
tiveres vendido
tiver vendido
tivermos vendido
tiverdes vendido
tiverem vendido
Partir
tiver partido
tiveres partido
tiver partido
tivermos partido
tiverdes partido
tiverem partido
FORMAS NOMINAIS
1) INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO (PRETÉRITO IMPESSOAL). Formado do INFINITIVO IMPESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
ter cantado ter vendido ter partido
2) INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO (OU PRETÉRITO PESSOAL). Formado do INFINITIVO PESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
Cantar
ter cantado
teres cantado
ter cantado
termos cantado
terdes cantado
terem cantado
Vender
ter vendido
teres vendido
ter vendido
termos vendido
terdes vendido
terem vendido
Partir
ter partido
teres partido
ter partido
termos partido
terdes partido
terem partido
3) GERÚNDIO COMPOSTO (PRETÉRITO). Formado do GERÚNDIO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
tendo cantado tendo vendido tendo partido
Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 29ª impressão.
Características do texto dramático. Recorda
É constituído por:
• Texto principal composto pelas falas dos actores que é ouvido pelos espectadores;
• Texto secundário (ou didascálio) que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores.
É composto:
o pela listagem inicial das personagens;
o pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
o pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros);
o pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
o pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras;
Acção – é marcada pela actuação das personagens que nos dão conta de acontecimentos vividos.
Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em actos, correspondentes à mutação de cenários, e em cenas e quadros, equivalentes à mudança de personagens em cena.
O teatro moderno, narrativo ou épico, põe completamente de parte as normas tradicionais da estrutura externa.
Estrutura interna:
• Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da acção.
• Conflito – conjunto de peripécias que fazem a acção progredir.
• Desenlace – desfecho da acção dramática.
Classificação das Personagens:
* Quanto à sua concepção:
• Planas ou personagens-tipo – sem densidade psicológica uma vez que não alteram o seu comportamento ao longo da acção. Representam um grupo social, profissional ou psicológico);
•
Modeladas ou Redondas – com densidade psicológica, que evoluem ao longo da acção e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador pelas suas atitudes.
* Quanto ao relevo ou papel na obra:
• protagonista ou personagem principal Individuais
• personagens secundárias ou
• figurantes Colectivas
Tipos de caracterização:
• Directa – a partir dos elementos presentes nas didascálias, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.
• Indirecta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.
Espaço – o espaço cénico é caracterizado nas didascálias onde surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
• Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.
• Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.
Tempo:
• Tempo da representação – duração do conflito em palco;
• Tempo da acção ou da história – o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático;
• Tempo da escrita ou da produção da obra – altura em que o autor concebeu a peça.
Discurso dramático ou teatral:
• Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;
• Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;
• Apartes – comentários de uma personagem que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
Além deste tipo de discurso, o tecto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e à luminotécnica.
Intenção do autor - pode ser:
• Moralizadora;
• Lúdica ou de evasão;
• Crítica em relação à sociedade do seu tempo;
• Didática.
Formas do género dramático:
• Tragédia
• Comédia
• Drama
• Teatro Épico.
Outras características:
• Ausência de narrador.
• Predomínio do discurso na segunda pessoa (tu/vós).
segunda-feira, 15 de março de 2010
Ficha - verbos tempos compostos
Classificação Verbal - tempos compostos
Escolha Múltipla
Relembrando o que aprendeste sobre os tempos e modos verbais, assinala a opção correcta relativamente à forma verbal entre aspas.
Mostrar uma pergunta de cada vez
1. O Jorge até "tem sonhado" com a escola!
A. pretérito perfeito composto do indicativo.
B. pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo.
C. uturo perfeito composto do indicativo.
2. Ele "terá chegado" a casa?
A. pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo.
B. ? futuro do presente composto do indicativo.
C. ? pretérito perfeito composto do conjuntivo.
3. Se a Ana ""tivesse chegado" cedo, teríamos ido ao cinema.
A. ? pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo.
B. ? pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo
C. ? gerúndio composto.
4. Ainda que "tenhamos sido" informados, não pudemos comparecer.
A. ? pretérito perfeito composto do conjuntivo.
B. ? pretérito imperfeito composto do indicativo.
C. ? pretérito perfeito composto do indicativo.
5. A Paula já "tinha esclarecido" a situação.
A. ? pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo.
B. ? pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo.
C. ? futuro perfeito do indicativo.
6. Se eles "tiverem conseguido" resolver tudo, partimos amanhã.
A. ? futuro perfeito do indicativo.
B. ? futuro composto do conjuntivo.
C. ? infinitivo pessoal.
7. Ao "teres gritado", perdeste a razão.
A. ? pretérito perfeito composto do condicional.
B. ? infinitivo pessoal composto.
C. ? infinitivo pessoal composto.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Expressão Oral
A Língua Portuguesa é o máximo!
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Texto narrativo.Algumas dicas
Sempre que surgir a oportunidade de produção de um texto narrativo, deverá proceder de forma faseada, tomando opções que orientarão o processo de escrita.
Assim, propõe-se a adopção da seguinte metodologia de trabalho:
FASE A
1. Definição de um tema-título (intriga de acção, de espaço, de personagem, entre outros).
2. Proposta das linhas gerais da história baseada nesse tema-título.
3. Construção da intriga e dos seus pontos-chave, seguindo a lógica apresentada:
a) uma situação inicial;
b) um factor de desequilíbrio;
c) um ponto culminante na intriga;
d) um desenlace que retoma nova situação de equilíbrio.
4. Localização da acção num espaço e num tempo, acompanhados ou não de descrição funcional
à sua importância na história concebida.
5. Concepção e caracterização das personagens a inserir na história (as personagens principais
e as secundárias; comportamento plano, redondo; traços físicos e psicológicos; papéis a
desempenhar).
6. Determinação das relações a estabelecer entre as personagens (coadjuvantes, opositoras).
7. Orientação da narrativa segundo momentos narrativos, descritivos, dialogais e, eventualmente,
com situações de monólogo.
8. Opção por um tipo de narrador (presente/ausente no discurso; com/sem relação explícita
com o narratário; participante/não participante; crítico/não crítico relativamente ao que vai
narrando).
9. Recurso a estratégias de linguagem relacionadas com: adequação do registo de língua,
tempos verbais narrativos (Pretérito Imperfeito, Pretérito Perfeito, Pretérito Mais-Que-
Perfeito, Condicional), articuladores (temporais, adversativos, causais, consecutivos) e recursos
estilísticos.
FASE B
1. Segmentação do texto em parágrafos, segundo a lógica de progressão textual adoptada na
fase anterior (distribuição do ponto 3 por parágrafos).
2. Textualização de acordo com as opções tomadas, orientando para
a) a coerência lógica das acções;
b) a coesão da escrita;
c) as especificidades dos diferentes modos de expressão;
d) a correcção linguística, a nível da ortografia, da acentuação, da pontuação, da morfossintaxe
e da selecção vocabular.
FASE C
1. Revisão do texto, atentando:
-a) na organização esquematizada (lógica das acções narradas, segmentação por parágrafos);
-b) na correcção linguística do texto.
